sexta-feira, 18 de maio de 2012

A história da Microsoft



Se pensarmos nas maiores empresas de tecnologia da informação que conhecemos, certamente a Microsoft está entre as primeiras da lista. Mas a empresa que domina o mercado mundial de sistemas operacionais e de programas de escritório, como toda empresa, foi pequena um dia. Nesse artigo, o TechTudo traz um breve resumo sobre o surgimento da Microsoft.
Os fundadores da Microsoft, Paul Allen (esquerda) e Bill Gates, em 19 de outubro de 1981, com diversos computadores diferentes executando o MS-DOS (Foto: Reprodução / Microsoft) (Foto: Os fundadores da Microsoft, Paul Allen (esquerda) e Bill Gates, em 19 de outubro de 1981, com diversos computadores diferentes executando o MS-DOS (Foto: Reprodução / Microsoft))Bill Gates e Paul Allen 
Na década de 1970, todos os escritórios tinham máquinas de escrever. Se quisessem copiar um documento, as pessoas dependiam do mimeógrafo e do papel carbono. Enquanto alguns de nós nunca ouvirmos falar nesses equipamentos do mundo moderno, eles eram a base dos escritórios da década de 1970. Naquela época, poucas pessoas haviam ouvido sobre os microcomputadores, mas dois jovens acreditaram que essas máquinas eram o futuro. Em 1975, Bill Gates e Paul Allen, fundaram a Microsoft com o objetivo visionário de instalar um computador em cada mesa de trabalho e em cada casa. Embora poucas pessoas naquela época acreditassem nessa visão, hoje, sabemos que eles estavam certos.
A história começa com a edição de janeiro de 1975 da revista Popular Electronics, que apresentava o microcomputador Altair 8800, da empresa Micro Instrumentation and Telemetry Systems (MITS). Paul percebeu que eles poderiam construir um interpretador BASIC para o dispositivo. Assim, qualquer programador BASIC da época poderia programar o Altair. Gates então ligou para a MITS e se comprometeu com uma demonstração do interpretador, que eles não tinham. Allen construiu um simulador do Altair enquanto Gates desenvolveu o interpretador prometido.
Na demonstração, em Albuquerque, Novo México, em março de 1975, o interpretador funcionou perfeitamente, embora tenham testado apenas no simulador criado. O interpretador foi distribuído como Altair BASIC. Assim, em 4 de abril de 1975, a Microsoft foi fundada oficialmente com Bill Gates no cargo de diretor executivo. Em agosto de 1977, em um acordo com a revista ASCII, do Japão, a companhia estabeleceu seu primeiro escritório internacional. Em janeiro de 1979, a sede da empresa foi transferida para a cidade de Bellevue, perto de Seattle, no estado de Washington. Em junho de 1980, Bill e Paul contrataram Steve Balmer, colega de Bill Gates em Harvard, para ajudar na companhia.
O início dos sistemas operacionais
A Microsoft entrou no ramo de sistemas operacionais em 1980 com sua própria versão do Unix, chamada Xenix. Depois que as negociações da IBM com a Digital Research falharam, a empresa contratou a Microsoft em novembro de 1980 para o desenvolvimento de uma versão do CP/M OS, que seria usado no computador pessoal que a IBM desenvolvia, conhecido como "Chess".
O planejamento da IBM era construir o seu computador pessoal em apenas um ano, usando peças padrão de mercado, que eram produzidas por diferentes fabricantes em vários países. Nesse projeto, a Microsoft focou em um novo sistema operacional chamado MS-DOS (MicroSoft Disk Operating System), que solidificaria o domínio da Microsoft no mercado de sistemas operacionais. A origem do MS-DOS é o QDOS (Quick and Dirty Operating System), comprado da Seattle Computer Systems em Dezembro de 1980.
Com uma grande jogada de mercado da Microsoft no acordo com a IBM, os direitos de comercialização do MS-DOS se mantiveram com a Microsoft. Os diretores da IBM não vislumbravam lucro e sucesso para o software. O lançamento do computador da IBM ocorreu em agosto de 1981. Rapidamente o IBM-PC teve larga adoção devido ao seu baixo custo. Além disso, por ser baseado em peças comuns encontradas no mercado, surgiram diversos clones do computador da IBM, cada um mais barato do que o outro. Operando todos esses computadores estava o MS-DOS, da Microsoft, que se tornava a fabricante líder do mercado de sistemas operacionais.
O novo sistema operacional introduzia uma nova linguagem para o público geral. Digitar “C:” e diversos outros comandos se tornou parte do trabalho diário. Portanto, embora um sucesso, o MS-DOS mostrou-se difícil de entender para muitas pessoas. Tinha-se que desenvolver uma nova forma de utilizar o sistema operacional. E essa nova forma foi apresentada inicialmente pelo Apple Lisa, em 1983, e chama-se interface gráfica do usuário.
Imagem do Windows 1.0 ao fundo com caixa para comercialização na frente (Foto: Reprodução / Blogoscoped.com) (Foto: Imagem do Windows 1.0 ao fundo com caixa para comercialização na frente (Foto: Reprodução / Blogoscoped.com))Windows 1.0 
O nascimento do Windows
Quando Bill Gates viu a interface gráfica em uma demonstração do Apple Lisa, antes de seu lançamento, na casa de Steve Jobs, Bill Gates sabia que precisava daquilo em seu sistema operacional. Em 1984, enquanto desenvolvia um novo sistema operacional junto com a IBM, o OS/2, a Microsoft lançou o Windows, como uma extensão gráfica para o MS-DOS. Bill Gates foi acusado de copiar a interface da Apple e, até hoje, diz-se que a Microsoft copia a Apple. Não vamos discutir o mérito neste artigo.
Em novembro de 1986,  a Microsoft mudou novamente sua sede, agora para Redmond, ao norte de Seattle, no estado de Washington. No dia 13 de março daquele mesmo ano, a empresa teve sua oferta pública de ações. O crescimento das ações fez quatro bilionários e 12 mil milionários entre os empregados da Microsoft.
Guerra dos navegadores
O começo dessa gigante da informática envolveu também disputas judiciais. Devido a parceria com a IBM, em 1990, a comissão de comércio americana começou a observar as práticas de comércio da empresa, em busca de possíveis ações conjuntas para formar cartéis. Esse fato marcou o começo de mais de uma década de rachas judiciais entre o governo americano e a Microsoft. Dentre eles, o principal ocorreu na segunda metade da década de 1995, em um episódio conhecido como a Guerra dos Navegadores. Na ocasião a Microsoft distribuiu gratuitamente o seu navegador Internet Explorer para vencer a disputa comercial com a Netscape, líder do mercado na época.
Internet Explorer 10 no Windows 8 (Foto: Reprodução/TechTudo)Internet Explorer 10 no Windows 8 
Saiba mais sobre a história da Microsoft
Ótimos documentários apresentam a história da computação pessoal, retratando os primeiros passos da Microsoft, da Apple e de outras empresas fundamentais para que hoje tenhamos nossos computadores. O Piratas do Vale do Silício, do diretor Martyn Burke apresenta, em tom de ficção a história de surgimento da Apple e da Microsoft. Um outro filme, mais documental, chamado O Triunfo dos Nerds, disponível no Youtube, em inglês, relata, com mais detalhes, os acontecimentos que transformaram nerds renegados em milionários invejados.  
A história da Microsoft, por sua vez, nos ensina mais do que bits e bytes da informática. Bill Gates é um homem de negócios, que transformou uma empresa de um quarto da faculdade na maior empresa de sistemas de computação do mundo, que líder de mercado em sistemas operacionais e outras áreas da informática.

Top 10: apps para criar música no iPhone

BeatwaveBeatwave 

Ouvir música no iPhone é bom, mas você já pensou em criar algumas melodias? Pode não parecer, mas o telefone multimídia da Apple tem potencial de sobra para quem deseja começar na carreira de produtor musical, mostrando um pouco da sua criatividade. Com tantos aplicativos e ferramentas capazes de criar os mais diversos tipos de música, o TechTudoresolveu trazer até vocês uma lista com os 10 melhores aplicativos desta categoria.
 
10. Beatwave
Já imaginou fazer música sem ter o mínimo conhecimento de escalas, campo harmônico ou qualquer tipo de teoria? Pois é exatamente esta a proposta do Beatwave. Aproveitando a tela sensível ao toque do iPhone, o app organiza os sons em uma espécie de grade. Tudo o que você precisa fazer é organizar as notas e samples no ritmo certo. Mas ele oferece ainda mais...
O Beatwave vem com alguns recursos cruciais para a produção musical, como controle tonal em tempo real, para que você ajuste as notas sem ter que parar a música. Há também um mixer bastante completo de todos os canais sonoros e um sistema de camadas inovador. O app também é compatível com o iPad.
myDrum_pad_vmyDrum Pad 
9. MyDrum Pad
Esse é para quem sempre quis tocar bateria, mas nunca teve a oportunidade ou simplesmente não leva jeito. O myDrum Padé na verdade um app no estilo Drum-Machine. Tudo o que você precisa fazer é escolher as peças para a sua bateria, organizá-las da maneira que preferir e começar o show.
Apesar de limitado, o app é indicado justamente para quem está estudando música e precisa de uma maneira prática de estudar e criar diferentes ritmos. Com suporte a multi-touch, o usuário pode treinar suas habilidades em qualquer lugar, seja você profissional ou músico iniciante.
8. Nanoloop
A interface estranha e cheia de quadradinhos pode parecer confusa a primeira vista, mas não se engane. O nanoloop é um poderoso sequenciador. O mais curioso, no entanto, é a sua origem: trata-se de um software criado para fazer músicas no antigo Game Boy, um dos primeiros portáteis da Nintendo. O app acabou se tornando bastante popular, e por isso ganhou uma versão completa para o iPhone.
nanoloopNanoloop 
Com um menu simples e fácil de usar, é possível criar instrumentos de três tipos diferentes: usando ondas sonoras básicas, ondas FM com melhor qualidade, e um canal de ruídos, útil para montar peças de percussão e bateria. Ele também é capaz de gravar qualquer som, como a sua própria voz! A melhor parte é que o site oficial do app está recheado de tutoriais em vídeo; uma mão na roda para quem quer dar os primeiros passos.
7. FingerBeat
Você com certeza já viu programas que simulam peças reais de bateria, mas que tal poder usar isso para fazer músicas de verdade? O FingerBeat usa uma construção estilo “drum-machine” para que você crie uma ordem para os sons, em tempo real, sem muita complicação. A vantagem é que você pode ouvir na hora como a música ficará, facilitando o processo, mas, é claro, ele vai um pouco além disso.
FingerBeatFingerBeat 
O programa conta já com alguns sons pré-gravados, todos de excelente qualidade, mas também é possível gravar os seus próprios samples (inclusive gravar o vocal para suas músicas). Se gostar do resultado, basta enviar sua criação para seus amigos por e-mail, pelo próprio app.






Para quem já trabalha com produção musical e não quer correr o risco de perder nenhuma ideia, o energyXT é uma excelente pedida. O app traz o mesmo sistema de sequenciamento disponível nos mais avançados softwares musicais do mercado, permitindo que você continue seu trabalho em qualquer computador.
6. EnergyXT
energyXT_vSeu sistema de exportação é capaz de trabalhar com os formatos Midi e Wav, compatíveis com grande parte dos programas de produção musical utilizados por músicos do mundo tudo. Outro detalhe é que ele também é integrado ao serviço de armazenamento em nuvem Dropbox. Assim você não perde o seu trabalho e ainda pode compartilhar o resultado com os amigos.
Music_Studio_v (Foto: Music_Studio_v)Music Studio 
5. Music Studio
Nome objetivo, assim como o próprio app. A ideia aqui é justamente simular a rotina de criação musical em um estúdio de verdade. Para isso, o usuário tem em mãos uma boa lista de instrumentos que podem ser mixados e organizados da maneira que preferir. Você pode usar um piano normal e combiná-lo com até 65 sons de qualidade profissional, em um sequenciador de nível profissional.
Para melhorar ainda mais a experiência, é possível adicionar efeitos sonoros aos sons já presentes, criando combinações ainda mais variadas. Tudo isso com uma interface simples e fácil de navegar.
4. TNR-i
Quem trabalha com música sabe a importância que a Yamaha tem no mercado de produção musical. Sempre tentando inovar, a empresa lançou no mercado um aparelho chamado Tenori-On. Apesar da aparência esquisita, o sequenciador digital ganhou rapidamente um grande número de adeptos, mas acabou esbarrando em um problema: seu preço alto. Pois esta é a sua chance de ter uma experiência bem próxima ao do instrumento original.
TNR-i (Foto: TNR-i)TNR-i 
Disponível no iPad e iPhone, o TNR-i mantém o formato original característico do instrumento, com sua grade de 16x16. E como é que sai som disso? Tudo o que você precisa fazer é colocar os instrumentos no ritmo certo, definindo efeitos de mudança dinâmica de tonalidade, volume, dentre outros recursos úteis.



3. SampleWiz
SampleWiz_vOuvir, gravar e criar. Esta é a proposta do SampleWiz, um app simples, mas extremamente poderoso. Nele é possível utilizar três métodos de gravação diferentes, cada um com suas próprias características. Apesar de todo o seu poder de fogo, é preciso ter um pouco de conhecimento musical para tirar proveito de todos os seus recursos.
Talvez o principal problema do SampleWiz seja o seu visual. A tela é visualmente poluída, e isso pode acabar afastando àqueles que não estão habituados a este tipo de software. Mas não se engane: basta explorar um pouco suas funcionalidades para perceber seu grande potencial de criação.
Lemur_V (Foto: Lemur_V)Lemur 
2. Lemur
Dentre todos os softwares da lista, o Lemur é o único que não pode ser usado diretamente para criar músicas. Ele vai além: com este app você transforma seu iPhone ou iPad em um controlador Midi completo, repleto de recursos; e extremamente útil para quem compõe em casa (e até mesmo para quem faz apresentações ao vivo).
Para utilizá-lo, basta instalar um pequeno aplicativo compatível com Windows 7 ou Mac OS. A partir daí é só ligá-lo ao seu programa de produção musical preferido e mandar ver. Duvidou das capacidades do app? Pois saiba que ele é utilizado por artistas comoDeadmau5Daft PunkNine Inch Nails, dentre vários outros.
1. AmpliTube iRig
Baseado em um popular simulador de amplificadores para PC e Mac, o AmpliTube iRig é de longe o mais sofisticado programa da lista. Ele funciona literalmente como uma pedaleira de efeitos, um amplificador analógico e um equalizador digital (dentre outros poderosos recursos). Para utilizá-lo é necessário usar um adaptador, que de um lado permite ligar qualquer guitarra comum ao seu iPhone; e do outro traz uma saída de audio para o seu fone de ouvido (mas que pode muito bem ser usado em um mixer, para apresentações e ensaios)
iRigApesar de apresentar um ruído muito grande com o uso de distorções mais fortes, é possível usar perfeitamente efeitos de chorus flanger, delay e equalização. Nele, ainda, é possível até combinar outros pedais, ligado-os em sequência, como um Wha-Wha ou Whammy. É como levar vários pedais e um enorme amplificador dentro do bolso.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A evolução do Windows




O Windows é o sistema operacional para computadores pessoais mais usado no mundo. Com certeza, se você não o está usando agora, já o usou em algum momento. Embora nos últimos anos, o Windows venha perdendo espaço para o Linux e para o Mac OS X, esse sistema operacional ainda possui grande fatia do mercado de computadores no mundo.
Nesse artigo,a Coliverinfostore traz a história desse sistema para que você conheça as suas versões, inovações e até mesmo os principais problemas. Vamos, juntos, fazer uma viagem pelos 37 anos da Microsoft e de seu sistema operacional.
O lançamento do Windows 1.0 (1982-1985)
Inicialmente chamado Interface Manager, o Windows recebeu esse nome por causa das caixas ou janelas de computação que eram fundamentais para o novo sistema. Anunciado em 1983, o desenvolvimento do Windows 1.0 demorou mais do que o esperado, tal como os adiamentos do lançamento das versões atuais.
Imagem do Windows 1.0 ao fundo com caixa para comercialização na frente (Foto: Reprodução / Blogoscoped.com)Windows 1.0 
Em 20 de novembro de 1985, a Microsoft lançou o Windows 1.0 trazendo a interface gráfica e o mouse como as grandes inovações. Na nova versão, os usuários não precisavam digitar os comandos do MS-DOS. Bastava mover o ponteiro do mouse e clicar nas janelas. O Windows 1.0 introduziu elementos gráficos, como a barra de menus, as barras de rolagem, ícones e caixas de mensagens, que, juntos, tornavam os programas mais fáceis de usar e aprender. Além disso, adicionou-se a possibilidade de trocar entre diversos programas abertos sem precisar fechá-los ou reiniciá-los.
A versão Windows 1.0 trouxe versões primitivas de programas conhecidos por todos nós, como o Paint, o Bloco de Notas e a Calculadora. Oferecia também um editor de texto, chamado Windows Writer, um calendário, uma agenda de contatos, um relógio e um jogo chamado Reversi. Com relação aos requisitos de hardware, o Windows 1.0 exigia no mínimo 256 kilobytes de memória, dois drives de disquete de lado duplo e uma placa gráfica. Caso o usuário desejasse usar múltiplos programas ou o MS-DOS 3.0, que vinha junto com o Windows, era necessário um disco rígido e 512 KB de memória. A maioria dos computadores da época não era compatível
O Windows 2.0 e 2.11 (1987 – 1990)
Em 9 de dezembro de 1987, a Microsoft lançou a segunda versão do Windows com ícones na área de trabalho e memória expandida. O Windows 2.0 melhorou o suporte à placa gráfica, possibilitando a sobreposição de janelas, o controle da disposição das mesmas e o uso de atalhos de teclado. Para melhorar o gerenciamento do sistema, foi adicionado o Painel de Controle ao Windows. Nessa versão, abriu seu sistema para que outras empresas desenvolvessem programas para ele.
Windows 2.0 (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)Windows 2.0 
Na época do lançamento, o processador usado era o Intel 286. No entanto, com o lançamento do Intel 386, o Windows 2.0 se beneficiou da memória expandida, oferecendo melhor desempenho. Em 1988, a Microsoft se tornou a maior companhia de software para PCs do mundo e os computadores começavam a ser tornar parte do dia a dia dos escritórios americanos.
Windows 3.0 e Windows NT (1990 – 1994)
A Microsoft anunciou o Windows 3.0 em 22 de maio de 1990 e o Windows 3.1, logo depois, em 1992. Juntas, as duas versões venderam 10 milhões de cópias nos seus dois primeiros anos. A inclusão do recurso de Memória Virtual possibilitou o uso de gráficos de 16 cores, pois permitiu usar mais memória do que existe no computador. O desempenho do Windows melhorou significativamente com o total suporte aos processadores Intel 386. Os gerenciadores de programas (Program Manager), arquivos (File Manager) e impressoras (Print Manager) foram lançados com o Windows 3.0. Na versão 3.1, o gerenciador de arquivos ganhou a funcionalidade de clicar e arrastar os arquivos.
Windows 3.0 (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)Windows 3.0 
A instalação do Windows era feita com disquetes comprados em grandes caixas com pesados manuais de instruções. Com o lançamento de uma suíte de desenvolvimento de software (SDK), a popularidade do Windows 3.0 cresceu. O SDK ajuda aos desenvolvedores a focar no desenvolvimento de seus programas e não na interface com o sistema.
Novos jogos foram adicionados, incluindo Paciência, Copas e Campo Minado, que estão presentes no sistema até as versões mais recentes. Por outro lado, em sua versão para mercado corporativo, o Windows 3.11, foram adicionadas funcionalidades como grupos par-a-par e suporte a domínio de rede, permitindo aos computadores pessoais participassem da computação em rede.
O lançamento do Windows NT ocorreu em 27 de julho de 1993 e foi um importante marco para a Microsoft. Era a conclusão de um projeto iniciado no fim dos anos 1980 para construir um novo e avançado sistema operacional a partir do zero. “O Windows NT representa nada menos do que uma mudança fundamental na forma como as companhias resolvem os requisitos computacionais de seus negócios”, disse Bill Gates na época do lançamento. O Windows NT 3.1 foi o primeiro sistema operacional de 32 bits da Microsoft, o que permitiu a adoção de programas avançados de engenharia e cálculo científico.
Windows 95 e a Internet (1995 – 1997)
O lançamento do Windows 95 em 24 de agosto de 1995 gerou um recorde de vendas de 7 milhões de cópias em apenas cinco semanas. Foi o lançamento mais publicado e anunciado da Microsoft até então. Comerciais de televisão com a banda Rolling Stones cantando “Start Me Up” sobre imagens do novo botão Iniciar.
Bill Gates anuncia o lançamento do Windows 95 (Foto: Reprodução / BetaNews.com)Bill Gates anuncia
o lançamento do Windows 95
Essa era a era dos fax/modens, do e-mail, das notícias online, dos jogos multimídia e dos programas educacionais. O Windows 95 trazia suporte integrado à Internet, com discagem de rede e o navegador Internet Explorer. Com a nova tecnologia Plug and Play, ficou fácil a instação de novas placas no computador. O sistema operacional com 32 bits oferecia melhorada qualidade multimídia e funcionalidades poderosas para computação móvel e rede integradas.
No lançamento do Windows 95, as versões anteriores do Windows e do MS-DOS executavam em aproximadamente 80% dos computadores pessoais do mundo. O Windows 95 era a atualização natural para esses usuários, que precisavam de um computador com processador Intel 386DX (o Intel 486 era recomendado) e ao menos 4 MB de memória RAM. As versões para atualização foram disponilizadas em disquetes e CD-ROM. O sistema foi traduzido para 12 idiomas. As novas funcionalidades incluíam o botão Iniciar, a barra de tarefas e os botões de minimizar, maximizar e fechar em cada janela. Funcionalidades que estão presentes até hoje no Windows.
 Windows 95 (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)Windows 95 
No começo dos anos 1990, o assunto era a Internet, a rede das redes, que tinha o poder de conectar todos os computadores do mundo. Em 1995, Bill Gates preparou um memorando intitulado “The Internet Tital Wave” (A Onda de Maré da Internet, em tradução livre), no qual declara que a Internet é o desenvolvimento mais importante desde o advento dos PCs. Com o lançamento do Internet Explorer, deu-se inicio à Guerra dos Navegadores, na qual o Internet Explorer brigou com o Netscape pelo domínio do mercado de navegadores da Web e terminou com o fim do browser adversário, lado mais fraco desta disputa. Um documentário da Discovery Channel apresenta detalhadamente esse episódio na história da Internet.
Windows 98, Windows Me e Windows 2000 (1998 – 2000)
Windows 98 (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)Windows 98 
Lançado em 25 de junho de 1998, o Windows 98 foi a primeira versão do Windows projetada especificamente para os consumidores finais. Essa foi a última versão do sistema operacional baseada no MS-DOS. Com o Windows 98, pode-se buscar as informações facilmente no computador. Outros melhoramentos incluíram a abertura e o fechamento de programas rapidamente, suporte para leitura de DVDs e dispositivos USB. A barra de lançamento rápido de aplicativos, que permitia a inicialização dos programas sem precisar buscá-los no menu Iniciar, foi apresentada nessa versão.
Windows Me (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)Windows Me
O Windows Me, lançado em 14 de setembro de 2000, foi projetado para o uso residencial dos computadores e oferecia diversas melhorias para redes domésticas, músicas e vídeos. No Windows Me, lançou-se a funcionalidade de restauração do sistema, que permite voltar toda a configuração dos programas do PC para uma data ou hora antes que um problema tenha ocorrido. O Windows Movie Maker ofereceu aos usuários ferramentas para editar, salvar e compartilhar vídeos domésticos digitalmente. Além disso, com as tecnologias do Microsoft Windows Media Player 7, os usuários puderam buscar, organizar e tocar seus arquivos de mídias digitais.
Tecnicamente falando, o Windows Me foi o último sistema operacional da Microsoft baseado no código do Windows 95. Todos os sistemas depois do Windows Me foram baseados no núcleo do Windows NT e do Windows 2000.
O Windows 2000, por sua vez, foi mais do que uma atualização do Windows NT. O Windows 2000 Professional, lançado em 17 de fevereiro de 2000, foi projetado para substituir o Windows 95, o 98 e o NT em todos os computadores e laptops de uso profissional. Construído sobre o código do Windows NT Workstation 4.0, os maiores melhoramentos do Windows 2000 foram em confiabilidade, facilidade de uso, compatibilidade com a Internet e suporte para computação móvel.
Windows 2000 (Foto: Reprodução / Yoyogames.com)Windows 2000 
Entre outros melhoramentos, o Windows 2000 Professional simplificou a instalação de dispositivos de hardware aumentando a compatibilidade deles com a tecnologia Plug and Play. Os novos dispositivos compatíveis incluíam produtos avançados de rede, dispositivos USB, Firewire e infravermelho.
Windows XP (2001 – 2005)
Em 25 de outubro de 2001, o Windows XP foi lançado com uma interface totalmente reprojetada e centrada num centro de serviços de Ajuda e Suporte unificados. O sistema foi disponibilizado em 25 idiomas. O Windows XP se tornou um dos produtos mais vendidos da Microsoft. O sistema era tanto rápido quanto estável e os elementos de interface, como a navegação no menu Iniciar, a barra de tarefas e o painel de controle, se tornaram mais intuitivos.
Sabendo do aumento dos vírus de computadores e dos criminosos digitais, o medo foi, de certa forma, acalmado pelas frequentes atualizações de segurança carregadas da Internet. Com esses avisos, os usuários começaram a entender as mensagens sobre anexos suspeitos e vírus.
Windows XP (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)Windows XP 
O Windows XP Home Edition oferece um visual limpo e simplificado que torna os programas mais usados acessíveis rapidamente. Projetado para uso doméstico, essa versão do Windows XP oferece um assistente de configuração de rede, o Windows Media Player, o Windows Movie e capacidades para tratamento avançado de fotos digitais, permitindo girar, imprimir e copiar as imagens para um CD ou DVD.
A versão profissional do Windows XP trouxe as sólidas fundações do Windows 2000, melhorando a confiabilidade, segurança e desempenho. Com um novo visual, o Windows XP Professional  incluiu funcionalidades para negócios e uso avançado do computador, como suporte a acesso remoto, sistema de arquivos encriptado, restauração do sistema e configurações avançadas de rede. As principais novidades para usuários móveis foi a inclusão do suporte a redes Wi-Fi. Além disso, o sistema trazia o Windows Messenger para mensagens instantâneas e o Remote Assistance, que permitia à equipe de suporte consertar o computador do usuário remotamente.
Além dessas duas versões básicas, o Windows XP foi lançado em outras versões ao longo dos anos. O Windows XP 64-bit Edition (2001) foi primeiro sistema operacional da Microsoft projetado para processadores de 64 bits, o qual permite a gerência de grandes quantidades de memória (até 16 Exabytes). É mais indicado para projetos como efeitos especiais para filmes, animações em 3D e aplicações científicas e de engenharia.
A versão Windows XP Media Center Edition (2002) foi construída para entretenimento doméstico. Através dela, pode-se navegar na Internet, assistir televisão ao vivo e DVDs e desfrutar de coleções de músicas e vídeos em uma interface que pode ser controlada por um controle remoto. Por fim, a versão Windows XP Tablet PC Edition (2002) concretiza o uso de telas sensíveis ao toque. Nos Tablets PCs, utiliza-se uma caneta para reconhecimento de escrita além do mouse e do teclado.
Windows Vista (2006 – 2008)
O Windows Vista foi anunciado em novembro de 2006 e lançado em 31 de janeiro de 2007 com o sistema de segurança mais forte até então lançado pela Microsoft. O User Account Control ajudava a prevenir que os softwares potencialmente maliciosos modificassem o seu computador. Esse era o motivo da famosa tela de confirmação de operações administrativas que foi tão criticada pelos usuários do sistema.
Dentre as diversas versões do sistema, a Ultimate era a mais completa e anunciava o BitLocker Drive Encryption, que oferecia proteção para os dados do usuário, que são salvos encriptados automaticamente no disco. O Windows Vista trouxe melhoramentos no Windows Media Player devido ao aumento do número de usuários que usam seus computadores como centrais de mídia digitais. No Windows Media Player, podia-se assistir televisão, ver e enviar fotografias e editar vídeos.
Windows Vista (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)Windows Vista 
A nova interface gráfica, denominada de Aero, promoveu grandes modificações no sistema, fazendo com que a barra de tarefas e as bordas das janelas recebessem um novo visual. A busca de arquivos no computador teve nova ênfase para ajudar as pessoas a encontrar seus arquivos de forma mais rápida. O sistema foi distribuído em 35 idiomas e o botão Iniciar foi completamente redesenhado.
Windows 7 (2009 – 2012)
No fim da década de 2000, o mundo sem fio havia eclodido. Quando o Windows 7 foi lançado em 22 de outubro de 2009, os notebooks vendiam mais do que os computadores de mesa e se tornou comum usar a Internet em pontos de acesso sem fio públicos em lojas e restaurantes. Assim, a configuração das redes sem fio pode ser definida facilmente entre os ambientes usados, como as residências, os escritórios e os locais públicos. Com a definição, o Windows ajustava automaticamente as configurações de compartilhamento de arquivos e impressoras do usuários.
Windows 7 (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)Windows 7 
O Windows 7 trouxe novas funcionalidades, como, por exemplo, os modos de trabalhar com as janelas, que podem se agarrar às outras para melhor se organizarem na tela (Snap), podem ser vista rapidamente com o passar do mouse (Peek) e também podem se tornar as únicas da tela com um movimento rápido (Shake). As funcionalidades para telas sensíveis ao toque foram aumentadas com o Windows Touch, que permite usar os dedos para navegar na Web, ver fotos e abrir arquivos e pastas. Através do novo Windows Media Player, pode-se enviar fluxos de vídeo, músicas e fotos do PC para uma televisão ou um rádio compatível. Os melhoramentos na barra de tarefas incluem miniaturas das janelas ao vivo.
No outono de 2010, o Windows 7 vendia sete cópias por segundo, a maior taxa de venda de sistemas operacionais da história. Muito do sucesso se deu pelas enormes críticas recebidas pelo Windows Vista, que foi tido como um sistema lento e extremamente incomodo de se usar. Devido a essas críticas, o Windows 7 foi avaliado por oito milhões de usuários ao redor do mundo antes de ser lançado.
Evolução da logomarca do Windows (Foto: Reprodução / Pedro Pisa) (Foto: Evolução da logomarca do Windows (Foto: Reprodução / Pedro Pisa))Evolução da logomarca do Windows
Windows 8 e o Futuro (2012 – …)
Atualmente, chegando ao meio de 2012, podemos vislumbrar um mundo com elementos diferentes dos existente em 2009, quando o Windows 7 foi lançado. Muitos notebooks não possuem leitor de DVDs e alguns possuem discos de estado sólido ao invés de discos convencionais. Muito do que se vê, ouve e produz é armazenado em Nuvens de armazenamento e compartilhamento. Nesse novo contexto, a Microsoft anunciou o Windows 8, com lançamento previsto para até o começo de 2013, com a nova interface Metro e com funcionalidades focadas na integração do uso de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, e os computadores e notebooks.
Interface Metro do Windows 8 (Foto: Reprodução/TechTudo)Interface Metro do Windows 8
O Windows Live, conjunto de programas e serviços para fotos, filmes, mensagens instantâneas, e-mail e redes sociais da Microsoft, se torna totalmente integrado ao Windows de forma que o usuário pode estar conectado aos seus dados e amigos do PC, telefone celular ou mesmo através de um navegador Web, promovendo uma extensão do Windows para a Nuvem. Em 13 de setembro de 2011, a Microsoft anunciou o primeiro beta público do Windows 8.

Sei que muitos episódios ficaram de fora desse resumo de 37 anos de versões, mas não são menos importantes dos que foram marcados nesse relato. Como este é o sistema mais usado em computadores pessoais por muitos anos, a história desse sistema pode, em muitos momentos, se confundir com a sua própria história. Quantos dias já não passamos formatando nosso computador ou reconfigurando tudo depois de um erro? Quantas vezes esperamos pelas novas versões para utilizar as novas funcionalidades, programas ou mesmo interfaces? Mesmo que não queiramos, o Windows faz parte das nossas vidas. E você, leitor? Conte-nos em qual versão começou a usar o Windows e quais foram as situações marcantes que você teve com o sistema operacional.

Confira o nível secreto Whimsyshire de Diablo 3 em vídeo



Diablo 3 (Foto: Divulgação)O nível secreto de Whimsyshire é o mesmo que já havíamos cogitado anteriormente. Trata-se de uma fase escondida com uma piada da Blizzard, assim como o Cow Level de Diablo 2. O grupo a encontrá-lo foi o dos jogadores: Zerofirezelo, Barbro, Phantar e Sethion. Se você não quiser ter spoilers da aventura, não leia adiante.

Ao entrar no estágio, você ganha um 
Feat of Strength, um Banner e um Sigil, além de desbloquear o achievement The Land Of Killer Unicorns. Segundo os jogadores, os itens obtidos nessa fase não são exatamente excepcionais e dá um pouco de trabalho para chegar nela.A fase é toda colorida, com arco-íris e nuvens sorridentes, como se fosse um desenho animado, e os inimigos são criaturas fofinhas, como unicórnios cor-de-rosa. Essa tiração de sarro da Blizzard se baseia no fato que jogadores reclamaram que Diablo 3 estava colorido demais quando foi inicialmente revelado.
Para entrar em Whimsyshire você precisará de um Staff para abrir um portal, o que inclui buscar vários itens e Plans. Confira a lista:
Black Mushroom – aparece aleatoriamente no nível Cathedral, Act 1.
Shinbone – aparece aleatoriamente na lareira em Leoric’s Manor, Act 1.
Liquid Rainbow – aparece aleatoriamente na Mysterious Cave, na Mysterious Chest, em Oasis, Act 2. Salve o velho e ele abrirá o baú pra você.
Wirsts Bell – Vendido por mercadores na cidade, Act 2.
Gibbering Gemstone – cai aleatoriamente de Chiltara em Caverns of Frost, Act 3. Está na área de luta em Ballistae. Se você sair por Ice Caverns, terá que tentar de novo. A criatura aparece aleatoriamente.
Plans – cai aleatoriamente de Izual, Act 4