sexta-feira, 16 de março de 2012

Google prepara grande mudança em seu mecanismo de busca


O Google, que domina 66% das buscas, está prestes a fazer mudanças profundas em seu mecanismo de pesquisa. Dado o peso da empresa no tráfego para sites, as mudanças podem ter impacto profundo em toda a web. E, claro, aumento no lucro na empresa.
De acordo com reportagem do Wall Street Journal, ao longo dos próximos meses, o serviço vai responder às pesquisas na forma de fatos e respostas diretas, em vez de somente uma lista de links.
Isso não quer dizer que o Google vá modificar o tradicional sistema de busca por palavras-chave, que enumera os sites conforme as palavras que contém, o quanto outros sites apontam para ele, e vários outros critérios (muitos secretos). A empresa quer oferecer uma "busca semântica" – em que o contexto da pesquisa faz parte do processo, em busca de uma forma mais "natural" de entender o desejo dos usuários.
Amit Singhal, executivo de buscas, que o Google irá relacionar melhor as pesquisas com seu gigantesco banco de dados contendo milhões de "entidades" (pessoas, lugares e coisas) construído nos últimos dois anos.
O objetivo, diz Singhal, é que os resultados do Google sejam mais inteligentes. "Hoje cruzamos os dedos e esperamos que surja uma página com a resposta", diz.
Um exemplo do pretendido: ao pesquisar por uma cidade, o mecanismo irá retornar sua localização, temperatura média, atrações turísticas. Hoje, provavelmente recebe a página da cidade, um link para a Wikipedia e sugestões de fotos.
Para uma pergunta mais complexa, como "Qual os 10 maiores PIBs do mundo?", o Google daria o ranking, em vez de uma links para outros sites.
Tecnicamente, isso envolve uma mudança na forma como o Google analisa uma página. Hoje, o motor busca por palavras-chave. Com a busca semântica, ele vai caçar informações, dentro dessa página, ligadas à "entidade". Então, a partir da relevância desse site, o Google decide se esses dados serão apresentados ao internauta, e como.
De olho no Faceboook
De acordo com analistas consultados pelo WSJ, as alterações em seu principal produto fazem parte do objetivo do Google de evitar a ameaça do Facebook. A maior rede social do mundo também possui um maçiço banco de dados sobre marcas, lugares e pessoas, mas ainda não gerou nada muito útil em cima disso.

Além disso, ao apresentar mais dados, o Google espera que os internautas fiquem mais tempo, em vez de pular rapidamente para algum site. Com isso, também serão mais expostos aos links patrocinados, a principal fonte de renda da empresa.
De qualquer forma, não se trata de algo que vá acontecer do dia para a noite. A empresa diz que trata-se de um processo de melhoria constante, cujos resultados começarão a ser percebidos nos próximos meses.

Novo iPad começa a ser vendido na Austrália; ações disparam


O novo iPad, da Apple, começou a ser vendido na Austrália na madrugada desta sexta-feira (horário local), recebido por multidões de fãs ansiosos por adquirir o mais recente tablet da gigante norte-americana do setor de tecnologia.
Embora os números sejam inferiores aos de lançamentos de versões anteriores do iPad, os resultados sólidos refletem a demanda firme por produtos da Apple, ainda que analistas afirmem que a nova versão oferece apenas uma coleção de melhoras graduais, e não uma grande inovação tecnológica.
O lançamento ocorre pouco após as ações da Apple terem superado a barreira de 600 dólares, pela primeira vez, na quinta-feira na Nasdaq, embora tenham perdido parte do ímpeto depois disso.
Uma ação da Apple custa mais que o iPad dotado apenas de acesso Wi-Fi, cujo preço é de US$499 .
A corrida inicial pelas primeiras unidades da nova geração de iPads, vendidas globalmente, não aconteceu em uma das elegantes lojas da Apple em Sydney, mas do outro lado da rua, em uma loja da operadora de telefonia australiana Telstra. Duas lojas da Telstra abriram as portas pouco depois da meia-noite (horário local) para começar a vender o iPad, se adiantando em oito horas às lojas da Apple.
O gerente de construção David Tarsenko, 34, primeiro da fila para comprar um iPad, disse que desde que o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, mostrou a nova geração do tablet, ele mal podia esperar para comprá-lo. ”Quando Tim Cook fez o anúncio, parecia uma ferramenta mágica. Acho que me deixei convencer pela promoção”, disse.
O iPad de terceira geração da Apple -que oferece uma tela de alta definição e uma câmera de melhor qualidade- pode se conectar via redes móveis de alta velocidade 4G “LTE”, ou Long-Term Evolution. Mas a versão à venda não é compatível com a rede 4G da Telstra na Austrália.
Walt Mossberg e David Pogue, dois comentaristas conhecidos, elogiaram a nova tela do iPad. Mossberg disse que “usar a nova tela é como começar a usar óculos novos”, enquanto Pogue disse que ela tornava os textos “espantosamente nítidos”.
Os dois ressaltaram, porém, que o novo iPad não era um modelo totalmente novo, mas continha inovações técnicas suficientes para manter sua vantagem no mercado. ”A Apple não reformulou totalmente o iPad e nem acrescentou muitos recursos”, disse Mossberg, “mas o melhorou significativamente, sem alterar o preço”.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sem-abrigo como pontos de acesso à Internet: programa solidário ou experiência degradante?


“Chamo-me Clarence. Sou um ponto de acesso à Internet 4G”. A frase, estampada na t-shirt usada por Clarence e outros 12 sem-abrigo de Austin durante o festival de cinema, música e tecnologia South By Southwest, era um sinal para que todos os utilizadores de telemóveis, tablets e computadores portáteis que passeavam pelas ruas da cidade texana pudessem aceder à Web. A ideia começou por ter um objectivo solidário, mas explodiu na cara dos seus criadores. Afinal, usar pessoas sem-abrigo como pontos de acesso à Internet é um incentivo à integração, ou é pura e simples exploração?

‘#fail’: queixas de consumidores no Twitter crescem 379% em 1 ano



 Reclamar de uma empresa no serviço de microblog Twitter está cada vez mais na moda entre os consumidores. Estudo da E.life, que presta consultoria para companhias que se relacionam com seus clientes na web, revela que de 2010 para 2011 o número de mensagens na rede social com a hashtag #fail — falha, em inglês — cresceu 379%, de 56.778 para 272.181 tweets.
Na linguagem da internet, #fail é um meme que se refere à decepção do usuário em relação a algum produto ou empresa. Quando os serviços de internet e telefonia da Net ficaram fora do ar, em janeiro deste ano, por exemplo, espalharam-se pelo Twitter inúmeros #netfail.  “Mais alguém aí sem Net?? #netfail”, disse uma usuária no Twitter, à época.

Por meio de um software que varre a plataforma do site de microblog, a E.life detectou que as cinco categorias com mais reclamações (ou #fail) no ano passado foram a de alimentos, que inclui restaurantes e marcas de comida e bebida (com 119.524 ocorrências); operadoras de telefonia fixa e móvel (56.740); eletroeletrônicos (18.182); bancos, seguradoras e cartões (16.252); e provedores de internet (14.838).

Algumas delas saltaram até quatro posições no ranking das mais reclamadas de 2010 para 2011. A de bancos, seguradoras e cartões, que ocupava o 8º lugar em 2010, subiu para o 5º no ano passado. Já a de alimentos saltou da 5º posição para a 1º.

O setor de telefonia, 1º lugar de 2010, com 15.139 mensagens com a hashtag #fail, foi para o 2º lugar de 2011, com 56.740 ocorrências. Entre os principais motivos de insatisfação, segundo a pesquisa da E.life, estão as falhas no sinal e a decepção do consumidor com a queda na qualidade do serviço, além de pacotes de outras operadoras com preços melhores.

O comércio eletrônico, uma das áreas mais polêmicas quando o assunto é direito do consumidor, teve mais que o dobro do número de queixas em 2011 ante 2010. Foram 2.400 tweets com a hashtag #fail em 2011 mencionando negativamente companhias que vendem produtos ou serviços na internet. Em 2010 foram 1148.

Apesar do crescimento das queixas, mais de 50% das empresas com perfil no Twitter não dão retorno a seus clientes, segundo estimativa da E.life. “A maioria das empresas fala que está na rede social, tem seu perfil no site, mas não trabalha em tempo real e não percebe que o Twitter tem uma força absurda”, diz a professora titular da ECA-USP, Beth Saad. Para ela, algumas empresas ainda andam “a passos de 0800” e não imaginam como pode ser prejudicadas ao deixar de responder comentários negativos no Twitter.

Site. Uma das redes sociais mais populares do mundo, o Twitter hoje tem cerca de 127 milhões de usuários ativos, segundo estimativas do mercado. Encontrar o perfil de uma empresa no site, portanto, nem sempre é fácil. A E.life diz pretender solucionar esse problema com o resolvaweb.com.br, site lançado hoje que lista perfis oficiais de empresas presentes no microblog.

Para a companhia, o resolvaweb.com.br funciona como “o Google do Twitter”, já que oferece ao usuário um jeito mais fácil de achar empresas na rede social. Elas estão dividas em categorias, como carros, celulares e companhias aéreas. Caso a empresa com que o usuário quer entrar em contato não esteja listada, é possível adicioná-la à lista.

A ferramenta pode ser bastante útil na identificação do perfil oficial de empresas que às vezes têm mais de quatro contas no Twitter, com finalidades diferentes, e de empresas que têm nome parecido com o de outros usuários ou não são muito conhecidas. O site também filtra as timelines e cria um histórico das mensagens trocadas entre o internauta e a companhia, além de mandar um e-mail avisando que o tweet foi respondido. O site não estipula prazo para resposta ou interfere nos diálogos.

iPad tem recorde de encomendas

A Apple registra pré-encomendas recordes para a nova versão do iPad, e o tempo de espera para o envio do tablete agora está entre duas e três semanas. Na semana passada, Tim Cook, presidente-executivo da Apple, apresentou a terceira versão do iPad, disponível para pré-encomenda nos EUA a partir da quarta-feira e com chegada às lojas marcada para 16 de março.

“Nossas verificações determinam pré-encomendas recordes e espera de entre duas e três semanas pelo novo iPad, e portanto antecipamos um lançamento recorde para o iPad neste final de semana”, disseram os analistas Michael Walkley e Matthew Ramsay à agência de notícias Reuters.  

Eles elevaram sua projeção de volume de vendas do iPad de 55,9 milhões para 65,6 milhões de unidades em 2012, e de 79,7 milhões para 90,6 milhões em 2013.

quarta-feira, 14 de março de 2012

LG Display fornecerá painéis para novo iPad--fonte

SEUL, 14 Mar (Reuters) - A produtora de telas planas LG Display está fornecendo painéis de tela de toque para o novo iPad, da Apple, disse uma fonte informada sobre o assunto na quarta-feira.

A Bloomberg havia informado anteriormente que a Samsung Electronics era a única fornecedora de telas para o novo iPad, porque a LG e a japonesa Sharp não conseguiram alcançar os requisitos de qualidade da companhia norte-americana, citando um analista do grupo de pesquisa iSuppli.

"A LG também participa com a Samsung de um acordo de fornecimento de painéis para o novo iPad", disse a fonte, que pediu que seu nome não fosse mencionado porque não está autorizada a falar com a imprensa.

A Apple deve elevar a 9 bilhões de dólares seus gastos com a compra de telas para a produção de iPhones e iPads, neste ano, de acordo com a iSuppli, o que representa grande fonte de receita para os fornecedores asiáticos.

A LG Display, que forneceu painéis para as versões anteriores do iPad, em companhia da Samsung, se recusou a comentar.

O novo Apple iPad, apresentado na semana passada e com chegada às lojas programada para o dia 16 de março, terá tela de melhor definição, um chip mais poderoso, uma câmera melhor e maior velocidade de Internet móvel.

De acordo com o Credit Suisse, a Apple deterá 66 por cento do mercado mundial de tablets em 2012, graças à sua marca e à qualidade do hardware oferecido.

A base mundial de usuários de tablets atingiu os 67 milhões de consumidores em 2011, e a Apple capturou 58 por cento do mercado no quarto trimestre do ano, de acordo com o grupo de pesquisa Strategy Analytics.

(Por Miyoung Kim)

Procon suspende sites de Americanas e Submarino por 72h em SP

A Fundação Procon-SP anunciou nesta quarta-feira que decidiu suspender as atividades de comércio eletrônico dos sites americanas.com.br, submarino.com.br e shoptime.com.br por 72 horas em todo o Estado de São Paulo. A punição é por problemas no atendimento aos consumidores registrados em 2011.
A determinação vale a partir da quinta-feira. O Procon-SP também aplicou multa de R$ 1,744 milhão contra o grupo de varejo B2W, que gerencia os sites.
Segundo o órgão de defesa do consumidor, em 2010 foram 2.224 atendimentos sobre problemas com os sites da B2W. No ano passado, esse número aumentou em 180%, com o registro de 6.233 atendimentos. A maioria dos problemas foi gerado por falta de entrega do produto ou defeito no item adquirido.
"Isso é um descaso, desrespeito ao consumidor. Fizemos várias tentativas chamando a empresa para o diálogo no Procon, mas o problema não foi resolvido", afirmou em comunicado o diretor executivo da Fundação Procon-SP, Paulo Arthur Góes.
Às 10h56, as ações da B2W exibiam queda de 1,4%, a R$ 9,85, enquanto o Ibovespa mostrava valorização de 0,57%. A empresa não comentou imediatamente o assunto.